segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sobre o manifesto dos economistas a favor do Aécio

Esse texto me parece muito rasteiro para ter sido escrito pelos nobres titulados que supostamente o assinam. Mas ele me deixou ainda mais convicto do voto na Dilma (não votei nela no primeiro turno, exatamente por saber que seu governo tem problemas graves). Economia não é matemática, não tem certo e errado, todas as posições refletem interesses, Os signatários desse manifesto claramente se alinham à teoria econômica que governou o Brasil por 502 anos, em que jamais hovue crescimento econômico com inflação baixa e desemprego contido. Os pensadores que assinam o texto devem ignorar a história do Brasil ou não se preocupam com a desigualdade social. Se o melhor que eles conseguiram produzir foi um amontoado de números falaciosos, estou tranquilo. Não tem cabimento comparar o crescimento brasileiro com os demais países da américa latina vendo dois anos pra trás. A série história é importante, veja os dados de dez anos pra cá. Além disso, o perfil da economia brasileira é completamente diferente de todos esses países, que são pouco industrializados e não praticam agricultura de alta performance como tem sido o padrão no Brasil dos ultimos anos. Além disso o texto esconde que a tal "inflação alta" é a menor dos últimos vinte anos, menor inclusive que os índices do Governo FHC. A desonestidade intelectual dos autores do texto, por exemplo, levaria a considerar alguns países africanos como exemplo para nossa economia, utilizados os mesmos critérios. Isso, repito, porque para eles a redução das desigualdades sociais ou não é um problema ou é até um incômodo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O segundo turno que não houve

Se no domingo tudo se confirmar, teremos um segundo turno entre Dilma e Marina. Meu voto é da Luciana Genro, mas não posso deixar de manifestar meu orgulho pelo Brasil, se tivermos a disputa entre essas duas mulheres admiráveis. Claro que ambas têm defeitos graves, pessoais e políticos. Ambas tem escórias e corruptos dentre seus apoiadores. Ambas são omissas em relação a debates fundamentais como a legalização das drogas e do aborto. Governarão submetidas ao agronegócio, ao sistema financeiro e às empresas de mídia e telecomunicações. Mas são mulheres fantásticas, que passaram pelos piores dos sofrimentos, tortura e fome. Forjaram-se na política pela luta ao lado do povo, são herdeiras diretas de Prestes, Marighella, Lamarca, Lula, Brizola e Chico Mendes. Feliz é o povo que vai escolher entre elas. Sim, isso me faz acreditar que o Brasil tem futuro. Nos livramos da inflação, da dívida externa e da ditadura. Agora temos que enfrentar a desigualdade, a violência e a destruição do meio ambiente. Não vai ser no próximo mandato presidencial, mas estamos no caminho certo.