terça-feira, 29 de dezembro de 2015
César Teles
Ainda triste pela morte do Lemmy, recebo a notícia devastadora do falecimento do César Teles. Uma cara que sempre me transmitiu e inspirou alegria, felicidade e leveza em face da vida, mesmo tendo passado pelas piores torturas que um ser humano pode ser submetido. Pensei em postar algum texto que contasse, para quem não conhece, um pouco da sua história de luta e de dor. Mas algo que aprendi com ele é otimismo. Então vai essa foto, que roubei gentilmente da Amelinha Teles. Nela aparece o amor por essa família maravilhosa, algo que só engrandece o ser humano. É assim que vou lembrar do César: feliz, sorridente e apaixonado. Na foto só faltaram a camisa do Galo e aquele cachorro doido. Descanse em paz, camarada! César Teles, presente!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Qualquer coisa que acontece no nosso país vira motivo para fazer piada e falar mal do Brasil. Juiz bloqueou o Whatsapp? "Só no Brasil acontecem essas coisas", como se ordens judiciais, imbecilidades e outras instituições humanas não existissem além das nossas fronteiras. Essa nossa característica de rebaixar a nós mesmos talvez explique muita coisa e seja causa de muitos dos nossos problemas. Nacionalismo e patriotismo não são ideias que me seduzem, pelo contrário, mas o complexo de vira-lata irrita profundamente. Nosso país tem coisas maravilhosas, mas continuamos achando que nada aqui presta. Isso reflete em vários campos, até na música, em que as bandas brasileiras são ignoradas enquanto shows de banda cover de segunda categoria obtém espaço em bares, shows internacionais com ingressos acima do salário mínimo lotam, e por aí vai.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Machismo no metal é um tema muito foda. O Maurício Dehò me lembrou que nunca lembramos de uma produtora musical mulher, igual mencionado nessa matéria. E olha que ela trabalhou com o Tool e o System of a Down, duas produções primorosas!
Essa matéria me lembrou uma coisa curiosa. Vc já viu um técnico de futebol negro? O racismo no esporte tb é foda. Tem um monte de técnicos ex-jogadores, e um monte de craques negros. Mas na hora do "vamuve", como ser técnico é algo intelectualizado (o "professor"), os negros são preteridos.
Mulher no metal é mesma coisa. Pra ser a gostosa rebolante frontwoman serve. Pro resto, não. Ainda mais se for pra exercer autoridade sobre os machos.
http://www.blabbermouth.net/news/avatar-taps-producer-sylvia-massy-fro-new-album/
Essa matéria me lembrou uma coisa curiosa. Vc já viu um técnico de futebol negro? O racismo no esporte tb é foda. Tem um monte de técnicos ex-jogadores, e um monte de craques negros. Mas na hora do "vamuve", como ser técnico é algo intelectualizado (o "professor"), os negros são preteridos.
Mulher no metal é mesma coisa. Pra ser a gostosa rebolante frontwoman serve. Pro resto, não. Ainda mais se for pra exercer autoridade sobre os machos.
http://www.blabbermouth.net/news/avatar-taps-producer-sylvia-massy-fro-new-album/
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Assim dá até gosto estudar para escrever minha tese de doutorado. Esse texto é a conclusão da tese de doutorado do Fernando Gaiger Silveira, defendida na Unicamp. Em um parágrafo, algo que um monte de gente esqueceu:
"Creio, assim, ser falacioso o argumento, bastante comum, de que a carga tributaria é demasiadamente pesada, tendo-se em conta as políticas e os serviços que o Estado fornece. Primeiramente, a valoração negativa dos serviços públicos de saúde e educação é bastante discutível, visto que os serviços privados não são, em média, de excelência ou, até mesmo, de boa qualidade. Ademais, aqueles serviços de maior complexidade e custo são fornecidos, quase exclusivamente, pelo setor público – transplantes, tratamentos de Aids e hepatite C, no âmbito da saúde; ensino universitário e cursos de pós-graduação, no âmbito da educação. Em segundo lugar, dentre as nações ao sul do equador pode-se dizer que constituímos um sistema de proteção social abrangente e com grande capilaridade, dadas as nossas dificuldades socioeconômicas e a extensão territorial. Por fim, cabe sublinhar que a dívida publica e seu financiamento é uma das principais causas da elevação da carga tributária, podendo-se afirmar que é mecanismo de transferências regressiva de renda, logo de reforço dos nossos padrões de desigualdade" (Fernando Gaiger Silveira, Tributação, previdencia e assistencia sociais : impactos distributivos, Tese de doutorado, Campinas, UNICAMP, 2008, disponível em http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000442437&fd=y)
"Creio, assim, ser falacioso o argumento, bastante comum, de que a carga tributaria é demasiadamente pesada, tendo-se em conta as políticas e os serviços que o Estado fornece. Primeiramente, a valoração negativa dos serviços públicos de saúde e educação é bastante discutível, visto que os serviços privados não são, em média, de excelência ou, até mesmo, de boa qualidade. Ademais, aqueles serviços de maior complexidade e custo são fornecidos, quase exclusivamente, pelo setor público – transplantes, tratamentos de Aids e hepatite C, no âmbito da saúde; ensino universitário e cursos de pós-graduação, no âmbito da educação. Em segundo lugar, dentre as nações ao sul do equador pode-se dizer que constituímos um sistema de proteção social abrangente e com grande capilaridade, dadas as nossas dificuldades socioeconômicas e a extensão territorial. Por fim, cabe sublinhar que a dívida publica e seu financiamento é uma das principais causas da elevação da carga tributária, podendo-se afirmar que é mecanismo de transferências regressiva de renda, logo de reforço dos nossos padrões de desigualdade" (Fernando Gaiger Silveira, Tributação, previdencia e assistencia sociais : impactos distributivos, Tese de doutorado, Campinas, UNICAMP, 2008, disponível em http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000442437&fd=y)
Unvereinbarkeitserklarung
Alemão não é difícil. "Unvereinbarkeitserklarung" pode ser facilmente traduzido como "declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade". Como ignoro também o significado disso, as duas expressões são equivalentes!
Metal em português
Ainda sobre a excelente matéria do Maurício Deho sobre bandas brasileiras que cantam em português.Dois fatos me chamaram atenção: uma é a ligação do metal com o rap, agora pelo discurso raivoso e de denúncia. Embora eu admire quem escreve bem esse tipo de letra, ele não me interessa. Será que é impossível fazer metal em português sem cair na agressão e na revolta? Musicalmente o estilo é completo, passa qualquer tipo de emoção, então as letras em português não deveriam se limitar à agressividade. Outra coisa: "em inglês vc pode cantar qualquer abobrinha que fica poderoso". Será que isso não atrapalhou as bandas nacionais a conseguirem reconhecimento no exterior? Será que tem como encontrar resenhas gringas criticando isso nas bandas brasileiras?
Asimov
Da mesma forma que o autor, Isaac Asimov é um dos maiores responsáveis pela minha formação. Li todos os livros dele publicados no Brasil e mais alguns no original. É óbvio que ele era um homem do seu tempo. No caso, uma época bem peculiar se formos pensar em ideologias e mudança social, os anos 1950 nos Eua. Por isso, não dá pra exigir dele que seja um revolucionário da contracultura ou um filósofo, algo que ele nunca quis nem podia ser. O autor desse texto falha também ao criticar Asimov sem o reler, somente com suas lembranças de infancia, negligenciando suas próprias mudanças. Não há livro mais perturbador em termos de sexualidade do que "O Despertar dos Deuses", agora reeditado com outro título em português, mais fiel ao original "the Gods Themselves". Ok, não é tão diretamebte provocador quanto "um Estranho numa terra estranha", mas este depende da cultura de gênero, enquanto aquele seria perturbador até para alguém criado numa sociedade totalmente "queer". Eu continuo fã do Asimov mesmo adulto e ranzinza. Reconhecer suas limitações não diminui sua obra.
http://www.papodehomem.com.br/isaac-asimov-pai-dos-nerds-or-wtf-73
http://www.papodehomem.com.br/isaac-asimov-pai-dos-nerds-or-wtf-73
sábado, 30 de maio de 2015
Frases clichês repetidas milhões de vezes em letras de metal
Frases clichês repetidas milhões de vezes em letras de metal:
3) "What doesn't kill me makes me stronger";
2) "You can run but you cannot hide";
1) "Ashes to ashes, dust to dust".
Tem uma banda que repete as três a cada disco, mas eu não vou falar qual é...
3) "What doesn't kill me makes me stronger";
2) "You can run but you cannot hide";
1) "Ashes to ashes, dust to dust".
Tem uma banda que repete as três a cada disco, mas eu não vou falar qual é...
domingo, 15 de março de 2015
opiniões pessoais
Já que hoje um monte de gente resolveu postar opiniões pessoais que me irritaram, sempre com o fundamento da liberdade de manifestação, vou retribuir e expressar várias verdades absolutas porém irritantes:
1) quem não gosta de Heavy Metal tem sérios problemas de Qi ou de caráter;
2) "the Trooper" é o axé do metal;
3) numa ditadura estética digna, sertanejo, axé, pagode e funk seriam motivos justos para pena de morte;
4) o cinema argentino é muito melhor do que o brasileiro;
5) eu não gosto dos livros do Saramago;
6) o certo é biscoito e não bolacha.
2) "the Trooper" é o axé do metal;
3) numa ditadura estética digna, sertanejo, axé, pagode e funk seriam motivos justos para pena de morte;
4) o cinema argentino é muito melhor do que o brasileiro;
5) eu não gosto dos livros do Saramago;
6) o certo é biscoito e não bolacha.
terça-feira, 10 de março de 2015
dia do guitarrista
Feliz dia do guitarrista!! Obrigado aos caras que me fizeram querer tocar, Dave Murray & Adrian Smith (guitarristas do Iro.. ops, se vc não sabe qual, para de ler agora), ao mestre e inventor do metal Tony Iommi, ao maior criador de riffs de todos os tempos Mike Sifringer, à dupla macabra do Mercyful Fate - Michael Denner, Hank Shermann e Andy LaRocque (sim, a dupla são 3, entendedores entenderão), ao maior guitarrista da atualidade, o bebedor de vodka Victor Smolsky, ao guitarrista solo virtuoso mais feliz que já vi num palco Alex Skolnick, ao irlandês mala infelizmente falecido Gary Moore, que deve estar fazendo uma jam com o maior de todos os tempos: Randy Rhoads. Tenho também que agradecer àqueles que são minhas maiores influências: Jeff Waters, Dave Mustaine e o maior músico do século XX, Chuck Schuldiner. Mas este post vai dedicado aos grandes amig@s guitarristas, aposto que toco mais rápido que vcs o solo de (inserir alguma música do Psychotic Eyes), valeu Humberto Belozupko Corrêa, Douglas Gatuso, Bruno Coronato, Rubens Fernandes, Joélio Dias Dias, Dielson Souza, Reinaldo Rodriguez, Evandro Barbosa, Renan Roveran, Danny Schneider, Marina Takahashi, Andrea Auricchio Moretto, Lmaxx Grave War, Marcos Amorim, Rafael Porto, Oderus Tattooartist, Atila Paloppi, Julio Rocha, Cassio Brandi, Leonardo Barbosa, Expurgo Grind, Diego Ornellas Gusmão, Sídali Guimarães Filho, André Evaristo, Otávio Cirvidiu, Francislaughter Marknife, Guilherme Andrili, Gerson Roschel, Valdemar Ferrari Filho
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