Da mesma forma que o autor, Isaac Asimov é um dos maiores responsáveis pela minha formação. Li todos os livros dele publicados no Brasil e mais alguns no original. É óbvio que ele era um homem do seu tempo. No caso, uma época bem peculiar se formos pensar em ideologias e mudança social, os anos 1950 nos Eua. Por isso, não dá pra exigir dele que seja um revolucionário da contracultura ou um filósofo, algo que ele nunca quis nem podia ser. O autor desse texto falha também ao criticar Asimov sem o reler, somente com suas lembranças de infancia, negligenciando suas próprias mudanças. Não há livro mais perturbador em termos de sexualidade do que "O Despertar dos Deuses", agora reeditado com outro título em português, mais fiel ao original "the Gods Themselves". Ok, não é tão diretamebte provocador quanto "um Estranho numa terra estranha", mas este depende da cultura de gênero, enquanto aquele seria perturbador até para alguém criado numa sociedade totalmente "queer". Eu continuo fã do Asimov mesmo adulto e ranzinza. Reconhecer suas limitações não diminui sua obra.
http://www.papodehomem.com.br/isaac-asimov-pai-dos-nerds-or-wtf-73
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