Em 1947 a editora Globo publicou a primeira tradução brasileira do livro "Les liaisons dangereuses", de Chordero de Lacros, um dos clássicos franceses, cuja trama ajudou a criar o clima contra a nobreza que depois desaguaria na Revolução Francesa. O tradutor era o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Uma das personagens era a PRESIDENTA DE TOURVEL. 69 anos depois, a mesma empresa que detinha aquela editora, agora aliada a um exército de parvos, decidiram que a palavra "presidenta" não existe, embora conste do dicionário, e que seria invenção de gente inculta. Ainda mais lamentável que uma jurista, tão mineira quanto Drummond mas nada poeta, se considere e se demonstre indigna da língua que usa, manifestando mesquinhez e insignificância política, demonstrando a sua indignidade para o título. Prefere o masculino ou o neutro, apropriado, pois na política quem é neutro é sempre a favor do opressor.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Discutir esse projeto idiota "Escola sem Partido" é totalmente inútil, seja para a esquerda seja para a direita. O problema da educação brasileira não é conteúdo, pois este é esquecido pelos alunos no dia seguinte à prova. A doutrinação que a nossa escola realmente faz é a de formar trabalhadores submissos. O que se aprende escola é a acordar cedo, cumprir horário, usar uniforme, ficar em silêncio, respeitar hierarquias e realizar tarefas inúteis sem questionar o seu sentido, obedecendo ao sistema e à autoridade. Além disso, não há investimento em salários, pessoal, capacitação, infraestrutura, nada. Enquanto a educação for assim, o conteúdo pode ser marxismo, catolicismo, astrologia, futebol, viking metal atmosférico ou qualquer outro, que os resultados serão os mesmos.
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