quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Em 1947 a editora Globo publicou a primeira tradução brasileira do livro "Les liaisons dangereuses", de Chordero de Lacros, um dos clássicos franceses, cuja trama ajudou a criar o clima contra a nobreza que depois desaguaria na Revolução Francesa. O tradutor era o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Uma das personagens era a PRESIDENTA DE TOURVEL. 69 anos depois, a mesma empresa que detinha aquela editora, agora aliada a um exército de parvos, decidiram que a palavra "presidenta" não existe, embora conste do dicionário, e que seria invenção de gente inculta. Ainda mais lamentável que uma jurista, tão mineira quanto Drummond mas nada poeta, se considere e se demonstre indigna da língua que usa, manifestando mesquinhez e insignificância política, demonstrando a sua indignidade para o título. Prefere o masculino ou o neutro, apropriado, pois na política quem é neutro é sempre a favor do opressor.

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