sexta-feira, 30 de junho de 2017
Estou aqui pensando, com Bourdieu e Althusser, sobre os partidos de esquerda e os sindicatos. O capitalismo transforma tudo. A forma mercadoria se generaliza e contamina todas as relações sociais. Hoje, até as relações amorosas viraram trocas mercantis baseadas em dois sujeitos iguais que estabelecem preços e valores (não monetários ou financeiros, geralmente, mas capital afetivo. Neste ponto poderia convidar o Bauman para entrar na conversa, mas o foco não é esse). Pois bem, se o capitalismo se apropria das formas para deturpá-las, talvez tenha feito isso com os nossos sindicatos e partidos. Estes se transformaram em empresas capitalistas, copiando a forma das corporações. Tem donos, acionistas, servem ao lucro e à reprodução do capital. Capital político, em regra, mas sem excluir a possibilidade do lucro financeiro comezinho, aquilo que chamamos de corrupção quando praticado por dirigente partidários ou sindicais. O partido e o sindicato, transfigurados por imitarem a forma dass corporações capitalistas, utilizam o trabalho alienado de seus militantes para os manter na alienação. Não há possibilidade de emancipação nesse modelo. Nosso problema: não conseguimos conceber outro modelo de ação social transformadora que não seja por partidos ou sindicatos. Talvez aí a origem do beco sem saída que nos angustia atualmente.
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Mulheres que admiro:
Rosa Luxemburg, Florbela Espanca, Simone de Beauvoir, Celia Sanchez, Dilma Roussef, Amelinha Teles, Luíza Erundina, Laerte, Nina Simone, Anneke van Giesbergen, Madonna, Siouxsie Sioux, Rê Gouveia, Nua Estrela, Marcia Barbieri, Jackeline Valentim, Maria da Penha, Angela Davis, a lista é enorme e sempre incompleta!
Rosa Luxemburg, Florbela Espanca, Simone de Beauvoir, Celia Sanchez, Dilma Roussef, Amelinha Teles, Luíza Erundina, Laerte, Nina Simone, Anneke van Giesbergen, Madonna, Siouxsie Sioux, Rê Gouveia, Nua Estrela, Marcia Barbieri, Jackeline Valentim, Maria da Penha, Angela Davis, a lista é enorme e sempre incompleta!
sexta-feira, 2 de junho de 2017
metaleiro de direita
Eu não vejo como problema o sujeito ouvir metal e ser conservador. Ele pode ser contra a distribuição de renda, a favor das multinacionais, achar que a propriedade privada é o máximo, isso é da posição política de cada um e não necessariamente me incomoda. O problema é ouvir metal sem prestar atenção na mensagem libertária, que é contrária a qualquer forma de intolerância, aí incluídos racismo (o metal é negro na origem), homofobia (a estética do metal é uma estética gay, por mais que neguem: basta ver a indumentária pregos, correntes e couro), machismo (embora o metal seja um meio muito machista ainda, que desvaloriza as mulheres e as transforma em objetos de consumo), xenofobia (o metal é a ÚNICA expressão artística verdadeiramente universal, sem fronteiras nem nações).
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