sexta-feira, 30 de junho de 2017
Estou aqui pensando, com Bourdieu e Althusser, sobre os partidos de esquerda e os sindicatos. O capitalismo transforma tudo. A forma mercadoria se generaliza e contamina todas as relações sociais. Hoje, até as relações amorosas viraram trocas mercantis baseadas em dois sujeitos iguais que estabelecem preços e valores (não monetários ou financeiros, geralmente, mas capital afetivo. Neste ponto poderia convidar o Bauman para entrar na conversa, mas o foco não é esse). Pois bem, se o capitalismo se apropria das formas para deturpá-las, talvez tenha feito isso com os nossos sindicatos e partidos. Estes se transformaram em empresas capitalistas, copiando a forma das corporações. Tem donos, acionistas, servem ao lucro e à reprodução do capital. Capital político, em regra, mas sem excluir a possibilidade do lucro financeiro comezinho, aquilo que chamamos de corrupção quando praticado por dirigente partidários ou sindicais. O partido e o sindicato, transfigurados por imitarem a forma dass corporações capitalistas, utilizam o trabalho alienado de seus militantes para os manter na alienação. Não há possibilidade de emancipação nesse modelo. Nosso problema: não conseguimos conceber outro modelo de ação social transformadora que não seja por partidos ou sindicatos. Talvez aí a origem do beco sem saída que nos angustia atualmente.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário